Polícia Homicídio
Acusado de matar a própria filha em Terra Rica vai a júri popular
Nadiro da Silva de Souza deve responder por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Defesa do réu espera que o júri ocorra tranquilamente.
21/05/2024 18h06
Por: Redação Fonte: Por g1 PR e RPC Noroeste
Maria Cecilia Silva de Souza, de 4 anos, foi encontrada morta no Rio do Corvo — Foto: Arquivo Pessoal

A Justiça marcou para 31 de julho, às 9h, em Terra Rica, no noroeste do Paraná, a data do júri popular de Nadiro de Souza, réu pela morte da própria filha Maria Cecília da Silva de Souza, de 4 anos.

O corpo da menina foi encontrado no Rio do Corvo, afluente do Rio Paranapanema, em Terra Rica. O Instituto Médico-Legal (IML) apontou em laudo que a menina morreu asfixiada e estrangulada.

Ele deve responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e as qualificadoras como feminicídio, asfixia, motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Relembre mais abaixo.

Em nota, a defesa de Nadiro disse que aguarda que o júri ocorre de forma tranquila.

Segundo o Deppen, Nadiro está na cadeia pública de Maringá. A Justiça havia expedido um mandado de prisão contra ele, que foi cumprido após o suspeito ter se entregado na delegacia.
Maria Cecília é fruto do relacionamento que Nadiro teve com Beatriz Silva Félix. Por estarem separados, ele conseguiu da Justiça a autorização para passar as tardes com a filha quando estava de folga do trabalho.

No dia 12 de maio, data em que foi considerada desaparecida, a criança se despediu da mãe e foi ao encontro do pai. A cena foi gravada por uma câmera de segurança, usada pela polícia na investigação.

Naquela tarde, Beatriz pediu, por meio de um aplicativo de mensagens, para Nadiro devolver a filha, cumprindo assim o acordo feito pelos dois na Justiça.

O suspeito escreveu para a ex-companheira: "Ela já está morta", referindo-se à Maria Cecília.

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Investigação
Para a polícia, o homem cometeu o crime porque não aceitava o fim do relacionamento com Beatriz e também por não aceitar que ela criasse a menina.

"Precisamos analisar com mais calma se ele recebeu ajuda de alguém, mas o principal era encontrá-lo (Nadiro)".